Diego Costa renúncia ao Brasil e “fixa” com a Espanha

Diego Costa
Diego Costa jogador do Atlético de Madrid, com a camisa da Seleção Espanhola.

Diego Costa decidiu pela Espanha. O jogador foi a um cartório em Madrid, onde se procedeu à assinatura de uma carta que afirma a sua intenção de jogar no futebol espanhol.

O Centroavante comunica naquela carta a Confederação Brasileira de Futebol o seu desejo de estar disponível para o técnico da seleção espanhola, Vicente del Bosque, a partir de agora.

Assim, Diego Costa jogará pela Espanha nos próximos jogos do mês de novembro, se considerar apropriado o selecionador nacional.

  Diego Costa recusa Brasil em carta oficial e defenderá Espanha

O atacante Diego Costa assinou nesta terça-feira uma carta oficial em que recusa aconvocação do técnico Luiz Felipe Scolari para os amistosos da Seleção Brasileiracontra Honduras e Chile, nos dias 16 e 19 de novembro. O documento foi emitido à Confederação Brasileira de Futebol e deixará o jogador livre para defender a Espanha a partir de agora.

  Diego Costa ensinou a diferença entre nascer e criar

Diego Costa escolheu jogar pela Espanha. Assim que a decisão do jogador foi conhecida a CBF reagiu.

O treinador brasileiro disse que “ele está dando as costas para um sonho de milhões”. O presidente da entidade afirmou que “iremos até as últimas consequências”.

Claro, para a CBF Diego Costa será considerado para sempre um traidor. E, infelizmente, muitas pessoas vão alimentar essa acusação da patriótica entidade que comanda o futebol do Brasil.

Mas, antes de embarcar nessa conversinha , é preciso refletir melhor. Diego Costa nunca jogou profissionalmente no Brasil.

Começou a carreira em Portugal e chegou à Espanha em 2007. Depois disso, jogou pelo Celta de Vigo, Albacete, Valladollid e Rayo Vallecano.

Recentemente, começou a fazer sucesso no Atlético de Madrid e começou a ser comentado por aqui. Foi chamado para dois amistosos e jogou um total de 35 minutos.

Não deve ter agradado, afinal, nem foi lembrado para a Copa das Confederações.

Jogando tantos anos na Espanha e fazendo muitos gols, a seleção espanhola se interessou por ele.

Sabendo disso, nas ultimas semanas, o treinador da CBF resolveu convocá-lo. Falou até com o empresário do atleta, como ouvimos na reveladora “pegadinha” espanhola. Adiantou até que Diego Costa era quase o titular.

Talvez, se tivesse falado diretamente com o jogador, a CBF não teria sofrido o desgaste de ouvir um sonoro “não”.

Acertaram – e foram muitos – aqueles que tinham certeza de que ele jogaria pela Espanha.

Não sei os reais motivos da escolha, mas imagino que ele tenha levado em conta a diferença entre nascer e criar.

Ele foi parido no Brasil, mas no futebol foi criado pela Espanha. Dela recebeu formação, afeto e dinheiro para viver.

Aqui no Brasil ele abriu os olhos, começou a ter vida exterior, saiu do ventre materno.

Na Espanha ele começou a existir como futebolista, saiu do nada.

Foi gerado pelo futebol espanhol. Jogando bola como profissional, foi amamentado pela Espanha.

Foi lá que ele cresceu, foi ali que ele desenvolveu-se.

Nada mais justo do que vestir a sua camisa dentro do campo.

Ele deu um recado para os insensíveis da CBF: gratidão não deve ter memória curta.

Se você gostou deste artigo, por favor considere compartilhá-lo!
Icon Icon Icon

Posts Relacionados